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Caminho Velho
Do mar às minas, ele soma 630 quilômetros. Parte de Paraty, passa pela Serra da Mantiqueira, pelo Circuito das Águas, por antigas vilas transformadas em cidades de médio porte e grande potencial turístico. A parada final é Ouro Preto, ponto central da Estrada Real. Com muitas histórias para contar, o Caminho Velho foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora.

Mais de trezentos anos depois dessa história, as 38 cidades que compõem o eixo principal do Caminho Velho resgatam para o turista a possibilidade de viver boas experiências. São localidades que aliam a cultura típica de Minas Gerais, um combinado entre as raízes indígenas, africanas e europeias.

Essa riqueza é responsável por atrativos como a arquitetura única de Ouro Preto, a gastronomia reconhecida internacionalmente de Tiradentes, as grandes estâncias hidrominerais do Circuito das Águas e a cultura latente de Paraty. Muito mais que destinos enquadrados em estilos de turismo, o Caminho Velho conta com uma mistura que encanta os viajantes. Da rota de charme à aventureira, há atrativos e caminhos para todos os gostos.

As planilhas de navegação aqui disponíveis dividem em 27 trechos, o eixo principal do Caminho Velho. Caminhantes, cicloturistas, cavaleiros e motoristas podem descobrir informações como graus de dificuldade, locais de bifurcações, grandes subidas e descidas. De Paraty a Ouro Preto, todos os municípios e caminhos foram georreferenciados e poderão ser exportados para o GPS ou impressos.

Para montar todas as planilhas, 38 localidades foram visitadas. De uma ponta a outra, o turista pode conhecer praias, montanhas, rios, cachoeiras, cidades históricas, parques ecológicos e atrativos culturais e gastronômicos. A altitude do Caminho Velho vai do nível do mar a 1.500 metros, na divisa de Paraty com o município de Cunha.

Aproveite as informações e boa viagem!

Mapa do Caminho
Altimetria
Relatos Fotos do Caminho
Meu sonho de fazer uma parte da Estrada Real teve inicio quando vi pela primeira vez na capa de um pneu de um carro. Pensei um dia estarei la. Fizemos de Sao Lourenco ate Ouro Preto, foi maravilhosa a viagem. Cada lugar lindo, o circuito montanhas magicas, nao tem palavras, voce sente que Deus esta bem pertinho de voce. Espero em breve fazer de BH a Diamantina. Beijos LILI

LIDOINA ALVES DE OLIVEIRA - sao bernardo do campo - 27/07/2010

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O versículo bíblico "Nem Só de Pão Viverá o Homem" descrito em Lucas 4:4 é bastante falado no nosso dia a dia, mas nem sempre com muita seriedade. Nele Jesus nos advertiu que não devemos apenas alimentar o nosso corpo, mas também o nosso espírito. Com o título deste artigo "Nem só de códigos vive o programador" queremos fazer aqui uma analogia entre o versículo e a nossa vida profissional como programadores. Estar conectado é um vício. Tirar férias para muitos é um tormento. "Mas eu vou sair de férias e quem vai responder aos e-mails?"; "E aqueles orçamentos?"; "Mas meus colegas vão trabalhar sozinhos?"; "Não vou fazer falta?"; "E se quando eu voltar tiver alguém no meu lugar?", estas são algumas das inquietações que fazem tantos sofrerem ao invés de terem prazer nas férias. Todos nós precisamos de férias. Férias de verdade. Sem responder e-mails, sem atender ligações do trabalho, sem chefe, sem preocupações. Se para a maioria a contagem regressiva para as férias é motivo de alegria, para alguns pode ser um tormento. Mais do que se imagina, muitos profissionais têm medo de tirar as merecidas folgas e férias. Mas férias também é, ao contrário do que muitos pensam, momento de criação. Para Domenico De Masi, sociólogo italiano, devemos (e precisamos) trabalhar com prazer, com alegria e, ao descansar, continuar criando, produzindo. Esta é a bandeira que Domenico de Masi levanta nas suas conferências e livros, um deles justamente intitulado Ócio criativo. A partir de conceitos como estes e de férias, parte da nossa equipe resolveu pôr os pés na estrada, literalmente. Fizemos o circuito da Estrada Real de moto (ver fotos Emílio e Luís Carlos). Passamos por cidades como Ouro Preto, Mariana, Carrancas, São Tome das Letras, Tiradentes, Caxambu dentre outras. Um passeio pelas montanhas de Minas, um encontro com a natureza, com a cultura e história, com o povo hospitaleiro das Minas Gerais. Percorremos 1.500Km de moto. Partimos de Ouro Preto/MG e fomos até Paraty/ RJ. Como faz bem ficar em completo ócio na piscina do hotel em plena segunda-feira às 3 h da tarde. Como faz bem esquecer de tudo que rola em nossos escritórios. Como faz bem contemplar a Criação por meio da natureza. Tudo sem culpa. Para Domenico De Masi, aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o tempo livre (…) Distingue uma coisa da outra com dificuldade, almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Descansar nas férias é uma arte. Mas como praticá-la? O consultor Max Gehringer, brilhantemente e com seu toque de bom humor, diz "Não é à toa que o dono do negócio vive reclamando que não tem tempo nem para descansar, uma vez que negócio significa 'negação do ócio'. Palavra que vem do latim: neg(não) e ocium (descanso). Vai entender os empresários..." Abraços a todos e bom descanso. Luís Carlos e Emílio

LUÍS CARLOS - VIÇOSA, MG - 22/07/2010 - lc.programador@terra.com.br

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